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Uma agenda positiva para
2004 |
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Discurso pronunciado em 12 de dezembro de 2003
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Estamos encerrando o ano, um ano de muito trabalho, um
ano difícil, em que todos os senhores e senhoras
trabalharam, debateram as principais questões nacionais. Um ano em que, apesar do descrédito e da pouca confiança,
o Presidente Lula, juntamente com seus ministros, conseguiu, com
muita austeridade, muita determinação e muito rigor, controlar o
processo inflacionário, estabilizar o dólar, tomar medidas duras, efetivas,
corajosas, ousadas, mas absolutamente necessárias. Estamos hoje diante de um superávit comercial fundamental
para as contas públicas e para as contas brasileiras, fruto do esforço
exportador extraordinário desenvolvido pelo atual Governo. Nesse sentido, registro o papel do meu Estado, Mato Grosso
do Sul, da região Centro-Oeste principalmente, como o grande celeiro
agrícola do País, sem falar na pecuária, atividade em que o meu Estado é o
principal do País, com quase 50% das exportações de carne bovina. Votamos, com muito debate e muitas dificuldades, a reforma
da Previdência em dois turnos a PEC nº 67. E começamos a debater a PEC 77 e a votaremos, se Deus
quiser, na próxima semana. Veio a reforma tributária. Foi uma obra de engenharia política das nossas lideranças,
uma proposta sensata, atacando, em um só projeto, várias etapas, no sentido
de criar uma política de tributos conseqüente, inteligente, de bom
senso, sinalizando para quem produz que o Governo e as principais
lideranças de todos os partidos estão preocupados em baixar a carga tributária,
para incentivar quem produz, quem investe e quem acredita no Brasil. Sr. Presidente, ultrapassadas essas questões duras, tivemos
uma agenda que posso até chamar de negativa, uma agenda de medidas
de que o País precisava, com todas as dificuldades e com todas
as conseqüências. Para ser Governo tem que ousar, tem que ter coragem de
fazer com que as coisas caminhem dentro daquilo que a população
espera, garantindo um futuro melhor para as próximas gerações. Agora, entramos em uma nova fase. Se Deus quiser, no ano
que vem, haverá uma agenda positiva. E agenda positiva se
chama desenvolvimento. É uma palavra mágica para o Brasil de 2004. E por que falo isso? Porque precisamos, e o grande
desafio brasileiro é a infra-estrutura.
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