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É hora da fase II

 

 

 

Senador Delcídio Amaral

 

 

 

 


É possível prever um tempo para que esse quadro comece a mudar?
Acho que uns seis meses. As pessoas esperam isso, as lideranças políticas também. O governo está sinalizando claramente para a austeridade fiscal. É uma rearrumação da casa, uma reconquista, o governo mostrando que é confiável.

Que áreas o sr. elegeria, em projetos de médio prazo, como mais importantes?
Logística de transporte, modais de transporte e energia. Se olhar meu Estado, por exemplo, tem o rio Paraguai de um lado e o Paraná do outro, mas o que nós temos de portos feitos? Nada. Tenho uma ferrovia que corta o Estado de leste a oeste, posso trazer um sem-número de coisas e ela está inviabilizada. A situação da malha rodoviária é terrível. E hoje há lugares lá no Mato Grosso que chegam a produzir 56 sacas por hectare, quando a média é 48 sacas. O sujeito é eficiente, mas morre no transporte.

E onde estão os recursos para a recuperação de nossa rede de transportes?
Acho que o Ministério dos Transportes vai ter que olhar essas questões da Cide, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. Ela foi criada para viabilizar os investimentos em transportes. E há estimativas de que ela deve chegar este ano a R$ 9 ou R$ 10 bilhões. O problema é que outras áreas do governo se interessaram pela Cide.

O sr. se considera um otimista?
Acho que nós temos que voltar a ser um país a se construir. O Brasil precisa de gente que faz. Gente realizadora. Estamos dando um enfoque muito grande para quem tem formação financeira, mas o Brasil precisa de gente realizadora. O Brasil tem que ser um país empreendedor. E operacional. A população espera isso, e acho que a gente não pode descuidar dessa questão. A lua-de-mel tem um prazo.
 

 

 

 


Qual é esse prazo?
O governo precisará sinalizar com muita clareza para o grande salto que é o de desenvolvimento. O País precisa passar por isso e todo mundo está esperando. Todo mundo diz: "O dólar está caindo, o risco Brasil baixou, estamos recuperando a credibilidade." O atacado está indo bem, mas vamos ver o Brasil do varejo. Porque, se o varejo não for bem tratado, ele contamina o atacado.
 

 

 

 

 

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