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Apesar de já estar sendo estudada a metodologia para
a aplicação desses índices, é preciso que a Anatel dê prioridade à
efetiva aplicação dos mesmos, não só para melhorar a qualidade dos
serviços prestados à sociedade como também a confiança da sociedade
nas atividades executadas pela Agência. Não era tudo o que eu gostaria de dizer. Gostaria de
examinar mais demoradamente o Eixo Oeste, mas sei do limite de tempo
que disponho e não quero me alongar além do necessário com o
assunto que diz respeito mais ao nosso. Solicito assim a V.Excia, Sr.
Presidente, que determine a transcrição do restante do meu discurso.
NOTA 1
No dia 26 de março de 2003, o senador Delcídio Amaral
ocupou a tribuna para falar sobre a necessidade de um planejamento
estratégico para orientar o novo governo recém-empossado. Apesar de ter sido
seu primeiro discurso, foi um pronunciamento marcante, como sugerem
os próprios apartes.
O senador Rodolpho Tourinho (PFL - BA) disse da sua
satisfação em ouvir o colega Delcídio Amaral, tratar do PPA e de
planejamento, "sempre com uma visão muito lúcida e prática". Segundo
Rodolpho Tourinho, o Governo acabou ficando sem o poder necessário para fazer
a política do setor, que passou a ser feita por uma agência, a Aneel.
Agradecendo, Delcídio disse que gostaria de reafirmar que
é absolutamente fundamental a inserção da termoeletricidade a gás
natural no Brasil "para que não venhamos a depender única e exclusivamente
de São Pedro, da hidrologia dos rios". Delcidio disse que `hoje estamos
em uma situação confortável, talvez não mais daqui a dois anos. Portanto,
é fundamental que se mexa na matriz energética. E importantíssimo:
as termoelétricas a gás viabilizariam essa otimização do sistema".
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NOTA 2 - TRECHO FINAL DO DISCURSO QUE O SENADOR DELCÍDIO AMARAL ESPECIFICAMENTE SOBRE O EIXO
OESTE. ACABOU NÃO PRONUNCIADO, MAS FOI PUBLICADO NOS
ANAIS DO SENADO.
"Falarei rapidamente sobre o Mato Grosso do Sul e sua
inserção no PPA. Nosso Estado é mesopotâmico, cercado pelos rios Paraguai
e Paraná. V. Exª conhece bem, Sr. Presidente. Temos um
potencial agropecuário fantástico, temos o maior rebanho do Brasil, cuja
maior parte se situa na minha cidade, Corumbá. Temos hidrovias. Temos
a (Ferrovia) Novoeste. E vamos, no Governo Lula, corrigir a distorção,
o erro da privatização da malha ferroviária, tão importante para o
nosso Estado. Por lá passa o gasoduto Bolívia-Brasil, como também em
Santa Catarina. É fundamental a notícia que a Senadora Ideli ( REF. A APARTE
DA SENADORA CATARINENSE) está nos dando quanto à redução do preço
do gás, que viabilizará as indústrias, o comércio e as residências. Por
que não também aqueles aproveitamentos de energia movidos a gás
natural, que se tornarão competitivos? Para encerrar, Sr. Presidente,
agradeço mais uma vez a atenção, a paciência que V. Exª teve comigo nesse
meu primeiro discurso. Quero sugerir, Sr. Presidente, que, por meio
da Comissão de Assuntos Econômicos e de Infra-Estrutura, realizemos,
em conjunto, um seminário sobre as oportunidades de
investimentos estruturantes, que permita a esta Casa se incorporar ao processo
de elaboração do Plano Plurianual 2004/2007, que humildemente chamo
de Plano Brasil Novo.
Espero que todos nós, no Senado e em todo o Congresso,
nos empenhemos efetivamente para elaborar um plano, como o Senador
Mão Santa acabou de dizer, um plano que vá sinalizar para um país melhor
e um país não só voltado única e exclusivamente para a área
econômica, mas também para o desenvolvimento, para a geração de empregos e
acima de tudo por um país mais solidário, mais cidadão, mais fraterno. Que
os nossos filhos e as futuras gerações recebam de todos nós um Brasil
melhor do que aquele que recebemos.
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