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Entretanto, vamos crescer. O País tem obrigação de
gerar emprego e de se desenvolver econômica e socialmente. Por isso,
temos que ter um sistema híbrido: hidroelétrico e termoelétrico. Há um assunto muito debatido ultimamente: as
termoelétricas que entraram em operação. Diz-se que não há mercado para elas. Eu gostaria de dar o exemplo da Petrobrás. Em 2003, a
Petrobrás tem 1.000 MW instalados e já negociou, com distribuidoras,
com industriais e com consumidores livres, 900 MW. A partir de 2005, dos 2.000 MW que a Petrobrás instalará
ou que já estão em instalação no País, serão vendidos 1.900 MW,
sendo 300 MW para consumo próprio e 1.600 MW para vender em
todo mercado do sistema interligado. Para encerrar, Srª Presidente, há um outro discurso
dos opositores das termoelétricas: o programa prioritário das
termoelétricas foi um erro grave. Muito pelo contrário: se o programa prioritário
das termoelétricas tivesse sido criado um ano antes e se as
autoridades, principalmente as responsáveis por questões de ordem econômica
e financeira, tivessem se sensibilizado pelo problema, não
teríamos colocado o País numa dos maiores apagões da sua história, com
prejuízos sociais de desemprego e, principalmente, de investimentos
sendo desviados para outros continentes e outros países. É importante registrar o quanto o próprio BNDES teve
de aportar de recursos para suprir aqueles que acreditaram
nos investimentos do Brasil e viram seu planejamento frustrado em
virtude do racionamento, que levou o mercado a consumir 30% a menos
do que era projetado. Nem o Procel - Programa de Combate ao Desperdício
de Energia Elétrica, da Eletrobrás, conseguiu tamanho feito. Houve efetivamente um acontecimento trágico:
o racionamento de energia. Por isso, seria fundamental que o PPT
tivesse sido implantado no momento certo. Srª Presidente, para que restabeleçamos as condições
básicas de um sistema competente, interligado e que atenda à
população, devemos superar questões do risco regulatório, do retorno
do investimento e das garantias financeiras.
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Registro que o gás natural tem importante missão a
cumprir no Brasil, seja pela substituição de energéticos mais caros ou
mais poluentes, seja pela viabilização de usinas termelétricas. O gás natural deverá ser utilizado prioritariamente
nas indústrias, no comércio e nas residências, mas, como eu disse, ele
é fundamental para a geração de energia e para a otimização do
sistema interligado, uma vez que a nossa base estará eminentemente
voltada para a questão da hidroeletricidade. Ao contrário do que vem sendo alardeado, as termelétricas
a gás têm um papel importante no sistema hidrotérmico
brasileiro, representando um seguro nos períodos de hidrologia desfavorável. Não podemos depender mais de São Pedro. Chega! Esse
tempo já passou.
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