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Senador Delcídio Amaral

 

 

 

 

 

 

 

É hora da fase II

Entrevista à Istoé em 21/05/2003
por Hélio Campos Mello, Mário Simas Filho e Ramiro Alves

     


 

 

 

 


O senador Delcídio Amaral (PT-MS) diz que o governo precisa deixar de ser o guardião da moeda e lançar um grande programa de desenvolvimento

Ele chegou ao Congresso Nacional no início deste ano com uma obsessão: quer discutir projetos de infra-estrutura para o País. Aos 48 anos, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), um engenheiro nascido em Corumbá, já morou em vários Estados e também no Exterior, sempre trabalhando em grandes obras, como as hidrelétricas de Paulo Afonso (BA) e Tucuruí (PA). Embora se considere um neopetista, pois já foi filiado ao PSDB, hoje está muito à vontade no partido do presidente Lula, mesmo defendendo mudanças na política econômica.

Longe de ser xiita, o senador quer uma ênfase maior para o investimento em grandes obras, que dariam a base para o que chama de salto de desenvolvimento de que o Brasil precisa. É a fase II do governo. "Falei com Lula que o grande desafio é a infra-estrutura. É hidrovia, ferrovia, rodovia, energia, escoamento de produção, tudo para trazer o desenvolvimento. Acho que, se a gente não olhar com muito cuidado para a questão da infra-estrutura, vamos entrar num círculo vicioso de câmbio, inflação, juros e não saímos disso." O senador alerta que, apesar dos excelentes índices de popularidade do presidente, a lua-de- mel entre o governo e a sociedade tem prazo de validade. "O Brasil tem que ser um país empreendedor."

Mesmo sem uma intensa vivência partidária, o sr. se elegeu pelo PT. O que o sr. espera deste governo?
Fiz uma campanha conversando sobre o futuro, hidrovia, ferrovia, rodovia, energia, escoamento de produção, tudo para trazer o desenvolvimento, e já falei para o Lula que o grande desafio deste governo é a infra-estrutura. Se não viabilizarmos os investimentos nessa área, seremos apenas um governo guardião da moeda. Passado esse primeiro momento, que a gente precisava trazer credibilidade, temos que preparar o País para o futuro.
 

 

 

 

 

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