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Senador Delcídio Amaral

 

 

 

 

 

 

 

Mercoeste,
uma experiência olhando para o futuro

Discurso pronunciado em 15 de maio de 2003

     


 

 

 

 


Como temos que falar de futuro, sonhar, mas com os pés bem fincados nas raízes do planejamento, quero hoje falar sobre a criação do Mercoeste.
Trata-se de um assunto de extrema relevância para o meu Estado, o Mato Grosso do Sul, e para toda a região Centro-Oeste.
O Mercoeste tem como finalidade principal é viabilizar e valorizar o desenvolvimento sustentável da grande região central do Brasil.
Nessa nova área geográfica, reúnem-se os Estados de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Acre e Distrito Federal.
Sem dúvida, a iniciativa pressupõe um esforço planejado de forças e lideranças empresariais, políticas e comunitárias do oeste brasileiro, rumo a um estágio de progresso e desenvolvimento jamais experimentado.
Mais do que uma articulação meramente política, o Mercoeste destina-se a promover o desenvolvimento sustentável da região, cuja área de expansão econômica atinge um mercado consumidor de mais de 14 milhões de habitantes.
Mais especificamente, seu foco comercial orienta-se pelo fomento às atividades exportadoras.
Com isso, na verdade, pretende-se eliminar o desequilíbrio regional, melhorando as condições de vida da população.
Afinal de contas, os recursos políticos da região oeste não podem ser trivialmente minimizados, tampouco depreciados pela outras regiões do País.
Isso se traduz em um universo de sete governadores, 21 senadores, 65 deputados federais, quase 700 prefeitos, além de 35 federações dos sistemas produtivos.
Dotada de tão expressiva e rica estrutura representativa junto à Federação, nossa região já deu provas de que, com organização e força de vontade, possui capacidade política e econômica para alavancar seu desenvolvimento.
Responsável por mais de 30% da produção nacional de milho, soja, sorgo e algodão, é considerada a mais importante região produtora de grãos da América do Sul e a que detém a mais extensa área agrícola cultivável em disponibilidade atualmente no mundo.
São cerca de 124 milhões de hectares, 15 milhões dos quais irrigáveis, com possibilidade de triplicar a produção agrícola do País.
Em 2001, por exemplo, quase 80% da produção brasileira de algodão herbáceo foi colhida em nossa região, perfazendo um total de um milhão, cento e trinta e cinco mil toneladas/ano.
No caso do arroz, a produção local respondeu por quase 25% do total produzido no País.
 

 

 

 

 

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