ÍNDICE 

PÁGINAS:  74 e 75. PÁGINA ANTERIORPRÓXIMA PÁGINA

 

 

 Mercoeste, uma experiência olhando para o futuro

 

 

 

Senador Delcídio Amaral

 

 

 

 


Sob o prisma da pecuária, a realidade promissora não destoa.
Por causa de sua localização e conformação geográfica, o Mercoeste ocupa posição estratégica e privilegiada no contexto brasileiro, faltando muito pouco para a consolidação definitiva de pólo exportador de proteínas animais. Comprovadamente, dispõe de carne de elevada qualidade e em quantidade suficiente para abastecer qualquer mercado do mundo.
Como se não bastasse, todo o rebanho é acompanhado com dieta alimentícia integralmente vegetal. Está aí o exemplo do nosso Pantanal. E, para prevenir os europeus mais desconfiados, há uma predominância incontestável de áreas livres de febre aftosa.
Mais detalhadamente, segundo o censo relativo ao mundo da pecuária em 2001, entre os bovinos, são 76 milhões de cabeças pastando no território do Mercoeste, o que corresponde a quase 45% do rebanho nacional.
No entanto, o dado mais auspicioso vem da taxa de crescimento dos bovinos ao ano, que já alcança aproximadamente a faixa de 4%. No âmbito dos suínos, a taxa de crescimento se repete no mesmo ritmo. Conforme dados do mesmo censo, são quase quatro milhões de cabeças, representando 12% do rebanho nacional.
Na avicultura, o panorama não é muito diferente, pois calculam-se quase 20 milhões de aves, dentro de um total nacional que não supera a casa dos 210 milhões. Entre as aves, a produção do Mercoeste já contabiliza a marca de quase 50 milhões de cabeças.
Isso equivaleu, em 2001, a 8% do rebanho nacional, movido à taxa anual nada desprezível de 13%.
Quanto à piscicultura, criadores e técnicos concordam com a tese segundo a qual a exploração sustentável dos variados recursos naturais existentes em projetos de aqüicultura constitui, inquestionavelmente, alternativa atraente de investimentos.
Para se ter uma ligeira idéia, somente em Goiás, faz-se bem factível a colossal produção de três toneladas de pescado por hectare, em tanques-rede, por ano.
Em meu Estado do Mato Grosso do Sul, o Projeto Pacu é destaque mundial em pesquisa nessa área.
Não é para menos, pois o Mercoeste comporta as principais bacias hidrográficas do Brasil: Prata, Amazonas, São Francisco e Paraguai.
Srª Presidente, outro ponto econômico de enorme vantagem para o Mercoeste é a mineração.
A região possui uma estrutura geológica extremamente rica, com depósitos de minerais de alto valor comercial, como amianto, fosfato, níquel e diamante.
 

 

 

 


Ao lado desses valiosos minerais, registram-se ainda importantes jazidas de argila, estanho, calcário, cobalto, cianuro, manganês, ferro, mica, nióbio, vermiculita, chumbo, quartzo, ouro e pedras preciosas.
Somente com o níquel, a produção atingiu, em 2000, a faixa dos quase 3,5 milhões de toneladas, ao passo que, com o ferro, chegou-se à produção de quase 2,5 milhões no mesmo ano.
Dentro da perspectiva industrial, percebe-se que o Mercoeste tampouco desaponta.
Senão vejamos: a arrecadação do ICMS obteve, nos últimos três anos, um incomparável crescimento de 52%.
Isso, naturalmente, reflete um desempenho extraordinário do setor industrial na região, cuja taxa de crescimento apontou o índice de 34%, demonstrando resultado bem além daquele registrado na totalidade da economia brasileira, que foi de 24%.
Não seria de menor importância mencionar que quase 180 mil indústrias estão lá instaladas, configurando um percentual de quase 10% do total brasileiro.
Agora, se levarmos em consideração o turismo, deparamos com o fenômeno turístico representado pelo Pantanal mato-grossense e sul-matogrossense.
Apesar deste fabuloso patrimônio ecológico, esculpido detalhadamente em cores e com uma fauna privilegiada, as condições de infra-estrutura e de atendimento ao turista, nacional e estrangeiro, são ainda precárias.
São poucas as opções que apresentam um mínimo de conforto. Além das instalações em número insuficiente, a qualidade dos serviços de hotelaria está aquém das exigências do turista e do potencial da região.
Corumbá, Porto Murtinho e as águas cristalinas de Bonito, como as belas praias do Araguaia, as águas termais de Goiás, as selvas de Rondônia e Acre e o parque estadual do Jalapão, tudo compõe o rico mosaico turístico do Mercoeste, que precisa ser disponibilizado ao turista com qualidade, harmonia e inteligência. Mais que isso, é oportuno destacar Brasília e sua bela arquitetura futurística, que acomoda, com muito conforto, uma série inumerável de eventos, congressos, encontros e seminários, em função dos quais mantém uma rede de serviços de ótima qualidade.
Para o turismo mais afeiçoado à etnologia, o Centro-Oeste brasileiro acolhe mais de 20 povos indígenas, de distintas etnias, em contato com os quais se organizam circuitos integrados de turismo regional, de pesquisa e de aventura.
 

 

 

 

 

74

 

 

 

 

75

PÁGINA ANTERIORPRÓXIMA PÁGINA