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Sob o prisma da pecuária, a realidade promissora não destoa. Por causa de sua localização e conformação geográfica, o
Mercoeste ocupa posição estratégica e privilegiada no contexto brasileiro, faltando
muito pouco para a consolidação definitiva de pólo exportador de proteínas
animais. Comprovadamente, dispõe de carne de elevada qualidade e em
quantidade suficiente para abastecer qualquer mercado do mundo. Como se não bastasse, todo o rebanho é acompanhado com
dieta alimentícia integralmente vegetal. Está aí o exemplo do nosso Pantanal.
E, para prevenir os europeus mais desconfiados, há uma
predominância incontestável de áreas livres de febre aftosa. Mais detalhadamente, segundo o censo relativo ao mundo
da pecuária em 2001, entre os bovinos, são 76 milhões de cabeças pastando
no território do Mercoeste, o que corresponde a quase 45% do rebanho nacional. No entanto, o dado mais auspicioso vem da taxa de
crescimento dos bovinos ao ano, que já alcança aproximadamente a faixa de 4%.
No âmbito dos suínos, a taxa de crescimento se repete no mesmo
ritmo. Conforme dados do mesmo censo, são quase quatro milhões de
cabeças, representando 12% do rebanho nacional. Na avicultura, o panorama não é muito diferente, pois
calculam-se quase 20 milhões de aves, dentro de um total nacional que não
supera a casa dos 210 milhões. Entre as aves, a produção do Mercoeste
já contabiliza a marca de quase 50 milhões de cabeças. Isso equivaleu, em 2001, a 8% do rebanho nacional, movido
à taxa anual nada desprezível de 13%. Quanto à piscicultura, criadores e técnicos concordam com
a tese segundo a qual a exploração sustentável dos variados recursos
naturais existentes em projetos de aqüicultura constitui,
inquestionavelmente, alternativa atraente de investimentos. Para se ter uma ligeira idéia, somente em Goiás, faz-se bem
factível a colossal produção de três toneladas de pescado por hectare, em
tanques-rede, por ano. Em meu Estado do Mato Grosso do Sul, o Projeto Pacu é
destaque mundial em pesquisa nessa área. Não é para menos, pois o Mercoeste comporta as principais
bacias hidrográficas do Brasil: Prata, Amazonas, São Francisco e Paraguai. Srª Presidente, outro ponto econômico de enorme vantagem
para o Mercoeste é a mineração. A região possui uma estrutura geológica extremamente rica,
com depósitos de minerais de alto valor comercial, como amianto, fosfato,
níquel e diamante.
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Ao lado desses valiosos minerais, registram-se ainda
importantes jazidas de argila, estanho, calcário, cobalto, cianuro, manganês,
ferro, mica, nióbio, vermiculita, chumbo, quartzo, ouro e pedras preciosas. Somente com o níquel, a produção atingiu, em 2000, a
faixa dos quase 3,5 milhões de toneladas, ao passo que, com o ferro,
chegou-se à produção de quase 2,5 milhões no mesmo ano. Dentro da perspectiva industrial, percebe-se que o
Mercoeste tampouco desaponta. Senão vejamos: a arrecadação do ICMS obteve, nos últimos
três anos, um incomparável crescimento de 52%. Isso, naturalmente, reflete um desempenho extraordinário
do setor industrial na região, cuja taxa de crescimento apontou o índice
de 34%, demonstrando resultado bem além daquele registrado na
totalidade da economia brasileira, que foi de 24%. Não seria de menor importância mencionar que quase 180
mil indústrias estão lá instaladas, configurando um percentual de quase
10% do total brasileiro. Agora, se levarmos em consideração o turismo, deparamos
com o fenômeno turístico representado pelo Pantanal mato-grossense e
sul-matogrossense. Apesar deste fabuloso patrimônio ecológico,
esculpido detalhadamente em cores e com uma fauna privilegiada, as
condições de infra-estrutura e de atendimento ao turista, nacional e
estrangeiro, são ainda precárias. São poucas as opções que apresentam um mínimo de
conforto. Além das instalações em número insuficiente, a qualidade dos
serviços de hotelaria está aquém das exigências do turista e do potencial da região. Corumbá, Porto Murtinho e as águas cristalinas de Bonito,
como as belas praias do Araguaia, as águas termais de Goiás, as selvas
de Rondônia e Acre e o parque estadual do Jalapão, tudo compõe o
rico mosaico turístico do Mercoeste, que precisa ser disponibilizado ao
turista com qualidade, harmonia e inteligência. Mais que isso, é
oportuno destacar Brasília e sua bela arquitetura futurística, que acomoda,
com muito conforto, uma série inumerável de eventos, congressos,
encontros e seminários, em função dos quais mantém uma rede de serviços
de ótima qualidade. Para o turismo mais afeiçoado à etnologia, o
Centro-Oeste brasileiro acolhe mais de 20 povos indígenas, de distintas etnias,
em contato com os quais se organizam circuitos integrados de
turismo regional, de pesquisa e de aventura.
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