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 Mercoeste, uma experiência olhando para o futuro

 

 

 

Senador Delcídio Amaral

 

 

 

 


Pelo lado da infra-estrutura, o Mercoeste dispõe de um potencial energético estimado em 40 mil megawatts, a metade dos quais devidamente comprometida com o nível de geração atual.
Desde 1999, os gasodutos interligando o Brasil à Bolívia têm operado com uma vazão próxima a 15 milhões de metros cúbicos de gás por dia, atendendo aos mercados do próprio Centro-Oeste e do Sul-Sudeste.
A malha rodoviária da região compreende quase 30 mil quilômetros de estradas pavimentadas. Até 2007, estão previstos investimentos para a pavimentação de 17 mil quilômetros a mais de rodovias.
Nossa rede de transporte hidroviário é de elevado alcance, apresentando possibilidades de expansão, por meio da ampliação do calado e da implantação de terminais de transbordo em localidades estratégicas.
No caso do transporte ferroviário, além da Ferronorte, com previsão de cinco mil quilômetros de extensão, a Norte-Sul concluirá, em 2007, a construção de seus quase 1,5 mil quilômetros de trilhamento.
Srª Presidente, na fase atual de trabalho, o Mercoeste está concluindo o estudo regional, privilegiando determinadas cadeias produtivas, entre as quais se sobressaem a da carne de gado, a do couro e a do leite.
No caso da carne de gado, a produção média anual é de 5,5 milhões de toneladas, com uma industrialização de 20%.

Enquanto, no setor de couros, a produção soma 11 milhões de peles por ano, no setor de leite são quase quatro milhões de vacas ordenhadas, para uma produção de quase 20 milhões de litros ao ano.
Por tudo isso, para que o Mercoeste não se transforme numa idéia meramente burocrática e, portanto, pouco dinâmica, exige-se a formação de uma agência de desenvolvimento, com o propósito de aglutinar as ações e encaminhar proposições e decisões.
Ao longo desta semana, falamos sobre a Agência de Desenvolvimento do Centro-Oeste. É essa integração que precisamos buscar, Senador Ramez Tebet.
Proponho uma agência de caráter privado, não-financeiro, constituída por setores produtivos privados, sob a forma de sociedade civil sem fins lucrativos, que certamente acolherá determinados organismos da administração pública da União e dos Estados em seu Conselho de Administração.
Srª Presidente, volto à questão da agência. Se ao Mercoeste, ou à Agência de Desenvolvimento do Centro-Oeste, for adicionada a função de gestão estratégica da informação e organizadas diversas atividades, com um catálogo virtual, um
 

 

 

 


banco de dados, uma rede de parceiros e canais de apoio econômico e financeiro, além de uma central de projetos e oportunidades, efetivamente, será promovido um desenvolvimento integrado, à altura do que a Região Centro-Oeste merece.
Desse modo, para concluir, tenho convicção de que o Mercoeste, longe de ser uma ficção lunática de desbravadores do Brasil Central, configura um projeto político de alta viabilidade econômica, de cujos benefícios todos os brasileiros, sem exceção, tirarão proveito.
Ainda queria registrar, Srª Presidente, que o Governador Zeca deve, ao longo das próximas semanas, conversar com os demais Governadores, para que rapidamente se levante a bandeira do Mercoeste, fundamental para a região central do País.

Mapa do cultivo da soja no Brasil

 

 

 

 

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