|
|
|

|
O desafio é a nossa
energia |
|
Discurso pronunciado em 02 de outubro de 2003
|
| |
|
|
|
|
|
|
Reúne-se o Senado Federal nesta oportuna sessão solene,
em comemoração ao cinqüentenário da criação da Petrobras. Sinto grande emoção em discursar desta tribuna, nesta data
especial, pois, além do orgulho que todo brasileiro sente em relação à Petrobras,
eu, particularmente, tive a honra de participar desta história de
sucesso empresarial, quando ocupei a Diretoria de Gás e Energia da companhia. A criação da Petrobras foi um ato inspirado pela visão de
futuro de Getúlio Vargas. Ao sancionar a Lei nº 2004, que instituiu o plano para a
exploração do petróleo nacional e criou a Petrobras, em 3 de outubro de 1953,
afirmava Vargas que a Empresa, "constituída com capital, técnica e
trabalho exclusivamente brasileiros", resultava "de uma política nacionalista
no terreno econômico, já consagrada por outros arrojados
empreendimentos", em cuja viabilidade sempre confiava. "Com satisfação e orgulho patriótico", Getúlio sancionava o
texto aprovado pelo Legislativo, que passava a constituir "novo marco da
nossa independência econômica". A campanha "O Petróleo é nosso" já mobilizava a opinião
pública desde 1947. Para muitos, a campanha equiparava-se à da abolição
da escravatura, tamanho seu significado na vida nacional. Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, Ministra, Presidente
da Petrobras, a criação da Petrobras foi, de fato, um dos maiores momentos
de afirmação da nacionalidade. Para se chegar à independência
econômica, impunha-se encontrar meios próprios de exploração do petróleo. Após uma verdadeira batalha legislativa, com duração de
quase dois anos, finalmente o Senado Federal concluiu o processo de votação
da lei de criação da Petrobras. Contrariando inúmeros interesses que se interpunham à
autonomia brasileira no setor do petróleo, hoje podemos afirmar, com toda a
convicção, que o projeto de Vargas foi um sucesso. O grau de dependência do Brasil em petróleo foi
sendo paulatinamente reduzido. A introdução de tecnologias de ponta,
o aprimoramento da capacidade técnica e os investimentos
governamentais levaram a um crescimento constante da produção de petróleo, que
hoje beira a auto-suficiência. A dependência brasileira vem caindo ano a ano e, em
1997, passou de 45% para cerca de 10% em outubro do ano passado. Um resultado que tem reflexos diretos na balança
comercial brasileira.
|
|
|