ÍNDICE 

PÁGINAS:  80 e 81. PÁGINA ANTERIORPRÓXIMA PÁGINA

 

 

 O desafio é a nossa energia

 

 

 

Senador Delcídio Amaral

 

 

 

 


A Petrobras integra o seleto grupo das 20 maiores empresas petrolíferas do mundo. Utilizando a mais avançada tecnologia para a produção de petróleo em águas profundas, a Empresa recebeu diversos prêmios internacionais de louvor, entre 1992 e 2001.
Em 1997, o Brasil ingressava no reduzido elenco de países produtores que atingiram a marca de mais de 1 milhão de barris/dia.
Nesse mesmo ano, com a Lei nº 9.478, estenderam-se parte das atividades da indústria petrolífera à iniciativa privada.
Esse diploma legal criou o Conselho Nacional de Política Energética, como órgão encarregado da formulação da política pública de energia, e Agência Nacional do Petróleo, autarquia vinculada ao Ministério das Minas e Energia, à qual cabe promover a regulação, a contratação e a fiscalização das atividades econômicas integrantes da indústria do petróleo.
Apta para o enfrentamento de qualquer eventual alteração interna ou externa do mercado de energia, a Petrobras reúne totais condições para a livre competição, para ampliar as perspectivas de negócios e a autonomia empresarial.
Grande parte do seu êxito deve ser atribuída também à eficiência de suas unidades espalhadas por todo o território nacional, desde as refinarias, as áreas de exploração e de produção, dutos, terminais e gerências regionais, até sua grandiosa frota de petroleiros.
Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, a Petrobras registra muitas vitórias nesse meio século de sua existência.
Nasceu com os campos petrolíferos, como bem disse o Senador Tourinho, do Recôncavo Baiano; a refinaria de Mataripe, na Bahia; de fertilizantes, a Frota Nacional de Petroleiros.
Produziram-se 2.700 barris por dia, equivalentes a 27% do consumo nacional, vindos dos campos de Candeias, Dom João, Água Grande e Itaparica, na Bahia, que estavam em fase inicial de desenvolvimento.
O parque do refino atendia tão-somente uma pequena parte do consumo nacional de derivados.
A década de 50 foi marcada por fatos importantes: entrou em operação a Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, um marco histórico; foi descoberto petróleo em Nova Olinda, no Amazonas; entrou em operação o Terminal de Madre de Deus, na Bahia; foram intensificadas as pesquisas geológicas e geofísicas em todas as bacias sedimentares.
Na década de 60, a Petrobras alcançou a auto-suficiência na produção dos principais derivados, com o início de funcionamento da Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
Em 1968, entraram em operação as refinarias Gabriel Passos, em Betim, Minas Gerais, e Alberto Pasqualini, em Canoas, Rio Grande do Sul.
 

 

 

 


Ainda nos anos 60, foram alcançados dois importantes marcos de produção: os 100 mil barris diários de produção, em 1962, e a descoberta de petróleo no mar, em 1968.
Também nos anos 60, foi iniciada a exploração da plataforma continental, do Maranhão ao Espírito Santo, e inaugurado o primeiro posto de abastecimento, em Brasília.
Foi criado o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento, excelência da engenharia nacional e mundial.
Constitui-se a Petrobras Química S.A. (Petroquisa), para articular a implantação da indústria petroquímica no País.
Foram iniciados os levantamentos geofísicos na Bacia de Campos, com a perfuração do primeiro poço submarino.
Nos anos 70, foram instituídas as várias subsidiárias da Petrobras.


Refinaria de Paulínia, SP

No final da década, o País produzia 165.500 barris de petróleo diariamente, 66% dos quais em terra e 34% no mar. A produção média de gás natural, por sua vez, atingia 5.200 metros cúbicos/dia.
Nos anos 80, entrou em operação a Refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos, Estado de São Paulo; foram instalados os Sistemas de Produção Antecipada, na bacia de Campos, e entrou em operação o III Pólo Petroquímico, em Triunfo, no Rio Grande do Sul.
Foi alcançada a meta de produção de 500 mil barris diários de petróleo e descobertos gás natural na bacia de Santos e óleo na parte terrestre da bacia Potiguar.
Foram descobertos os campos gigantes de Albacora e Marlim, os primeiros em águas profundas na bacia de Campos, e criado o Programa de Inovação Tecnológica e Desenvolvimento Avançado em Águas Profundas e Ultraprofundas.
 

 

 

 

 

80

 

 

 

 

81

PÁGINA ANTERIORPRÓXIMA PÁGINA