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Senador Delcídio Amaral

 

 

 

 

 

 

 

É preciso evitar a
concentração da riqueza

Discurso pronunciado em 13 de outubro de 2003

     


 

 

 

 


Desejo falar sobre a reforma tributária e suas conseqüências não só para o Estado de Mato Grosso do Sul, que represento nesta Casa, como para todos aqueles Estados que se caracterizam como "exportadores líquidos".
A reforma tributária foi encaminhada ao Congresso Nacional no último dia 30 de abril.
Seu principal objetivo é estimular a atividade econômica e a competitividade do País. Essa competitividade irá surgir por meio da racionalização e da simplificação dos tributos, reduzindo-se o chamado Custo Brasil.
A reforma pretende também promover a justiça social, beneficiando as pessoas de baixa renda com a desoneração de produtos mais consumidos e com a ampliação da progressividade de alguns tributos.
O Brasil tem hoje uma carga tributária equivalente a 36% do PIB, igualando-se a muitos países desenvolvidos, embora a capacidade contributiva dos brasileiros seja muito menor.
Temos hoje 54 tributos, sendo 17 impostos. O ICMS possui 44 alíquotas diferentes e, para complicar um pouco mais, os Estados praticam inúmeras isenções e deduções.
Além disso, os impostos cobrados em cascata oneram a produção, com reflexos negativos nas taxas de crescimento.
Tudo isso, Srªs e Srs. Senadores, nos dá a certeza da necessidade de uma reforma tributária consistente e objetiva.
A PEC 41, encaminhada ao Congresso Nacional, apresenta mais de 60 alterações no texto básico da Constituição Federal e no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, além de adicionar ou suprimir vários outros dispositivos constitucionais.
Essas medidas afetam a maioria dos impostos presentes no dia-a-dia de qualquer cidadão, como: Imposto de Renda, Imposto de Transmissão de Bens Imóveis, Imposto Territorial Rural, apenas para citar alguns.
Mas, indiscutivelmente, é o ICMS o ponto mais complexo, não só do ponto de vista jurídico, como pelo seu impacto na arrecadação dos Estados.
Hoje existem 27 legislações diferentes de ICMS. É preciso ser um especialista para poder acompanhar tudo o que acontece em um País tão grande como o nosso.
A complexidade é tamanha que o Brasil é um dos poucos países do mundo que contam mais de dez publicações mensais especializadas em tributos.
 

 

 

 

 

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