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A Oeste do Centro-Oeste |
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Discurso pronunciado em 11 de dezembro de 2003
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Venho registrar, em plenário, a realização de
Seminário denominado "A Faixa de Fronteira e o
Desenvolvimento", na cidade de Ponta Porã-MS, em parceria com a Prefeitura
Municipal daquela cidade, com a participação de representantes do Governo
do Estado de Mato Grosso do Sul, do Governo Federal, por meio do
Ministério da Integração Nacional, dos municípios da faixa de fronteira,
instituições de ensino e pesquisa, entidades representativas dos empresários
e trabalhadores, organizações não-governamentais e outros setores
da sociedade civil, além de ilustres representantes de municípios e
do Parlamento Paraguaio. Esse seminário foi para mim, Senhor Presidente,
Senhoras Senadoras e Senhores Senadores, um momento rico de reflexão, e
de tomada de posição frente ao sonho antigo, de muitos de nós
brasileiros, que temos plena consciência de que a integração do continente
latino-americano será decisiva para firmar, de maneira mais sólida, as
relações culturais, econômicas, comerciais, sociais e políticas que os nossos
povos almejam. Uma política que se insere nos movimentos estratégicos
do governo Lula. O Brasil possui uma fronteira terrestre com diversos países
latino-americanos de 15.719 Km. Na faixa considerada pelo Programa Desenvolvimento Social
da Faixa de Fronteira, do Ministério da Integração Nacional, a fronteira
tem 150 Km de largura e abriga 588 municípios, em 11 Estados, onde
vivem 9.558.000 pessoas. As justificativas para esse velho sonho de integração são de
ordem econômica, política e estratégica. As vantagens seriam inegáveis para
o Brasil. Conseguiríamos finalmente consolidar a unidade de toda a
América do Sul e, por último, como um só bloco, poderíamos garantir a
segurança e a integridade geopolítica de nossas fronteiras comuns, hoje
praticamente abandonadas, desprotegidas e sabidamente ameaçadas pelo
crime organizado e por interesses internacionais altamente perigosos para
a segurança de toda a região. Apesar de termos um imenso patrimônio econômico a
explorar em conjunto com os países fronteiriços, nosso intercâmbio é dos
mais modestos. Sem mais tardar, precisamos dimensionar esse mercado, que
está totalmente à nossa disposição, e lançar as bases definitivas para
transformar a região da fronteira em uma importante área de livre comércio. A integração imediata desses mercados é vital para a economia
e para o desenvolvimento dessa parte imensa da América do Sul.
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