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Ministro diz que Belo Monte é viável e não traz grandes impactos ambientais
Assessoria de Imprensa - 25/05/2010 19:00

250510_BeloMonte.jpgO ministro das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, garante que a usina hidrelétrica de Belo Monte - que será construída no Rio Xingu, no Pará - é altamente viável e benéfica para a sociedade brasileira, com impactos ambientais mínimos para a Região Amazônica.

 

“O projeto evoluiu muito, ambientalmente falando, ao longo dos anos. Aquela região do Pará é uma das mais conflituosas do Brasil. Foi colonizada com a Transamazônica. Quando o poder público afastou-se, grandes conflitos sociais passaram a ocorrer por lá. A implantação da usina modificará essa situação. Quem voltar a Belo Monte daqui a 15 anos verá outra realidade - afirmou o ministro, durante audiência pública promovida pela Subcomissão Temporária do Senado, criada para acompanhar a execução da obra.

           

O relator da Subcomissão de Belo Monte, senador Delcídio do Amaral (PT/MS), considerou importante a colaboração de Márcio Zimmermann na audiência pública.           “O ministro explicou detalhadamente o projeto e seus reflexos no sistema interligado de distribuição. Ele manifestou a preocupação do governo com a expansão do consumo de energia elétrica no Brasil, até pelos programas criados pelo presidente Lula, como o Luz para Todos, que ampliaram significativamente a demanda, e as necessidades energéticas do país nos próximos anos. Queremos uma matriz energética limpa voltada às energias renováveis, numa combinação de hidroeletricidade com energias alternativas, considerando aspectos ambientais e sociais, não só pelas populações diretamente atingidas por Belo Monte como também pela situação das etnias indígenas ”, disse Delcídio.

 

O ministro Zimmermann acredita que se repetirá em Belo Monte o que ocorreu na região de  Tucuruí, que melhorou seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) depois da construção da hidrelétrica. De acordo com o ministro , uma das cláusulas do contrato obriga a empresa construtora da obra a investir R$ 3,5 bilhões no atendimento de condicionantes sócio-ambientais. Outros R$ 500 milhões serão gastos na aplicação de um plano de desenvolvimento regional.  “Eu acredito que a Amazônia e os povos que vivem na região têm o direito de manter a floresta e, ao mesmo tempo, usufruir de uma qualidade de vida melhor”, afirmou.

 

A garantia de que nenhuma outra hidrelétrica será construída no Rio Xingu, segundo Márcio Zimmermann, facilitou a aprovação do licenciamento ambiental para a realização da obra. Ele informou que usina de Belo Monte será construída em uma área já ocupada pelo ser humano, sem a existência de mata nativa, fato que minimizará os danos ao meio ambiente.

 

Na semana que vem a Subcomissão de Belo Monte vai discutir o projeto com os técnicos que o elaboraram, e, em seguida, com professores universitários – um que é a favor e o outro que é contra a obra - para que se promova o contraditório. Depois, os membros da subcomissão seguem para Altamira para checar o local de instalação da usina.

 


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